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|Lisboa

Protesto na embaixada de Israel exige fim do genocídio em Gaza

O genocídio levado a cabo contra o povo palestiniano motiva um protesto em frente à embaixada de Israel em Portugal, esta sexta-feira, a partir das 18h. 

Créditos Haitham Imad / EPA

«Israel continua a agredir e a ocupar a Faixa de Gaza, onde não entra a urgente e necessária ajuda humanitária à população palestiniana devido ao bloqueio que Israel continua criminosa e cruelmente a impor», lê-se numa nota de imprensa do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), uma das entidades promotoras da acção de protesto.  

Depois de, no fim de Abril, ter condenado a acção «de cariz terrorista» de Israel contra activistas a bordo de duas dezenas de embarcações que integravam uma nova flotilha com ajuda humanitária para a população palestiniana, a mais de 1000 quilómetros da Faixa de Gaza. O CPPC recorda o «acto de pirataria» por parte de Israel, esta segunda-feira, com a intercepção de embarcações e a detenção de activistas solidários com a Palestina que seguiam rumo à Faixa de Gaza, incluindo dois portugueses». 

O CPPC, assim como a CGTP-IN, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) e o Projecto Ruído, que promovem o protesto de amanhã, junto à embaixada de Israel, em Lisboa, condenam mais este acto de violação do direito internacional e solidarizam-se com o povo palestiniano e com os activistas detidos, exigindo a libertação de todos os presos palestinianos. E são mais de 9600 presos em condições desumanas nos cárceres israelitas

Recorde-se que, no passado mês de Março, a chamada comissão de «segurança nacional» do parlamento israelita aprovou um projecto de lei sobre a «Execução de Reclusos», abrindo o caminho à aprovação em plenário da execução de palestinianos condenados por aquilo que a ocupação define como «terrorismo».

A agência WAFA revelou hoje que, desde Outubro de 2023, Israel assassinou 72 775 palestinianos, a maioria mulheres e crianças, registando-se 172 750 feridos, números publicados com a salvaguarda de muitas vítimas continuarem presas sob os escombros, «inacessíveis para ambulâncias e equipas de resgate». 

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