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TAP: Sitava exige conhecer critérios para rescisões por mutúo acordo

O Sitava exigiu conhecer os critérios que levaram a TAP a escolher a quem vão ser propostas medidas de adesão voluntária, como rescisões por mútuo acordo.

O Sitava queixa-se de serem impostas cada vez mais restrições ao direito à greve
CréditosJosé Manuel / CC BY-SA 4.0

«Soubemos ontem [segunda-feira] que a TAP está a enviar comunicações a alguns trabalhadores marcando-lhes uma reunião com a DRH [Direcção de Recursos Humanos]. Em primeiro lugar, exigimos saber muito claramente os critérios que levaram a que a empresa tenha escolhido estes trabalhadores e não outros», lê-se num comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava/CGTP-IN).

O sindicato reiterou que considera «criminoso» o que está a acontecer na TAP, que, no âmbito do processo de reestruturação de que está a ser alvo, está a reduzir o número de postos de trabalho, propondo medidas de adesão voluntária, como rescisões por mútuo acordo, pré-reformas, entre outras.

A organização sindical lembrou que, em Dezembro de 2019, a TAP tinha 8650 trabalhadores em Portugal, sobre os quais o conselho de administração da companhia aérea e o Governo (novamente accionista maioritário desde 2020) «descarregam a sua fúria destruidora com mais de 2500 postos de trabalho já perdidos».

«Se a estes juntarmos os 600 que agora dizem querer despedir, acabam com cerca de 35% da força de trabalho», sublinhou o Sitava, acrescentando que, no final do processo, a empresa ficará apenas com 5500 trabalhadores.

O sindicato reconhece que, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 na aviação, as empresas do sector estão a recorrer, por todo o mundo, à diminuição de trabalhadores, «mas nenhuma com tal destruição», como o que consideram estar a acontecer na TAP.

Os representantes dos trabalhadores defendem que as «ordens» da União Europeia, que o Governo assume como «coisa boa e inevitável», impõem à companhia aérea um «autêntico assassinato que a irá colocar à mercê de um qualquer grupo europeu do transporte aéreo e isso será o fim da TAP tal como a conhecemos».

O sindicato lembrou ainda que «isolar trabalhadores em casa, para melhor os vergar e levá-los a abdicar dos seus direitos, é crime e será fortemente combatido pelo Sitava, por todos os meios incluindo nos tribunais».

A TAP anunciou, a 9 de Abril, que ia iniciar uma nova e última vaga de adesão a rescisões por mútuo acordo, reformas e pré-reformas, depois de ter registado cerca de 690 adesões ao programa voluntário de medidas laborais.


Com agência Lusa

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