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TAP: Sindicatos levam despedimento colectivo à Justiça

Os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP vão avançar com acções legais para travar o despedimento colectivo que a empresa está a levar a cabo, abrangendo casais e famílias monoparentais.

«Até agora houve conversa, a partir de agora as conversas vão fazer-se nos tribunais. Também da parte do Sitava vamos, obviamente, contestar o despedimento de forma colectiva e impugnaremos individualmente os despedimentos de todos aqueles que quiserem impugná-los nos tribunais», disse aos jornalistas o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava/CGTP-IN), José Sousa.

O anúncio foi feito ontem em conferência de imprensa à porta das instalações da TAP, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, convocada pela Comissão de Trabalhadores da TAP, que contou com a presença de dirigentes do Sitava e outros sindicatos do sector.

Já no início deste mês, recorde-se, o Sitava tinha considerado que o despedimento destes 124 trabalhadores «não se justificava» e comprometia o futuro da companhia aérea, tendo garantido que iria recorrer a todas as medidas para que a empresa reconsiderasse a decisão. Ontem, os quatro sindicatos presentes na conferência de imprensa admitiram que vão avançar com medidas legais.

O Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC) entende que o despedimento colectivo pode ser travado, por estar «completamente ferido de ilegalidades», ao mesmo tempo que critica o algoritmo desenhado para seleccionar os trabalhadores a despedir, considerando-o «perfeitamente inumano». Já o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) defende que «não são cerca de 120 trabalhadores que vão salvar» a companhia aérea, acrescentando que a empresa «precisa da força de trabalho que todos estes trabalhadores representam».

A Comissão de Trabalhadores da TAP volta a insistir na possibilidade de uma «solução alternativa para resolver um problema que é contextual», e confirma haver casos de famílias monoparentais e de casais abrangidos pelo despedimento colectivo.

A TAP iniciou na segunda-feira um processo de despedimento colectivo de 124 trabalhadores, que abrange 35 pilotos, 28 tripulantes de cabina, 38 trabalhadores da manutenção e engenharia e 23 funcionários da sede.


Com agência Lusa

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