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O mundo com Raúl Castro e o povo cubano

Entre as múltiplas expressões de solidariedade com a Ilha e o líder da Revolução, conta-se a da Associação de Amizade Portugal-Cuba, que denuncia «a mais recente campanha de manipulação e hostilidade» dos EUA.

Ao expressar a total solidariedade ao general Raúl Castro e ao povo cubano, a Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) sublinha que as «alegadas acusações agora anunciadas pela administração norte-americana não passam de mais uma manobra política, sem fundamento jurídico, destinada a justificar uma possível agressão militar a Cuba e o recrudescimento do criminoso bloqueio que lhe é imposto há mais de 60 anos».

Numa nota de imprensa emitida esta quinta-feira, a associação afirma que, em Fevereiro de 1996, Cuba agiu no «exercício legítimo da sua soberania e do direito à defesa do seu espaço aéreo», na sequência de repetidas «violações e provocações de grupos ligados ao terrorismo anti-cubano, que actuavam a partir de Miami, perante o apoio, a cumplicidade e a inacção das autoridades norte-americanas».

«Reafirmamos o nosso apoio incondicional à Revolução Cubana, à soberania de Cuba e ao direito do seu povo de decidir livremente o seu futuro, sem ingerências externas, e apelamos a todos os democratas e progressistas à activa solidariedade com Cuba e defesa da Paz», lê-se no documento.

«Ofensiva infame do imperialismo»

No Brasil, um conjunto de centrais sindicais – entre as quais a CUT e a CTB – uniram-se para condenar «mais uma ofensiva infame do imperialismo estadunidense, baseada em falsas acusações contra o general Raúl Castro».

Num documento em que apelam à paz entre os povos e dizem «não» à guerra e ao imperialismo, as centrais sindicais brasileiras sublinham que, «ao criminalizar uma ação de autodefesa amparada pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade, os Estados Unidos buscam, na realidade, criar justificativas para intensificar sua política de agressão contra Cuba».

Neste contexto, as centrais sindicais brasileiras expressam a sua solidariedade «ao governo cubano e ao herói da Revolução Socialista, Raúl Castro, ao mesmo tempo em que repudiam as provocações, agressões e ameaças promovidas pela extrema direita trumpista».

«Cínica, cobarde e imoral»

Também no Brasil, o Comitê Pernambucano de Solidariedade com Cuba condenou a acusação dos EUA o líder da Revolução, Raúl Castro, que qualificou como «cínica, cobarde e imoral». Cínica por entender que não é Cuba, mas os Estados Unidos o país que mais guerras e intervenções militares promove no mundo; cobarde por se tratar de um ataque da maior potência bélica do planeta a uma pequena ilha.

O comité do estado nordestino frisou ainda que o único crime do país caribenho foi o de dar aos povos explorados e oprimidos pelo capitalismo um exemplo de coragem e mostrar que é possível construir uma sociedade sem exploração, fome e analfabetismo.

«Novo acto de hostilidade e ingerência»

Em Itália, a Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic) foi uma das vozes a condenar as recentes «falsas acusações» do Departamento da Justiça norte-americano formuladas contra o líder cubano e general do Exército, Raúl Castro.

Em comunicado, a organização solidária declara o total repúdio perante essa nova acção dos EUA, que «constitui um novo acto de hostilidade e ingerência contra a soberania da República de Cuba», e que se inscreve numa «longa e deplorável história de agressões políticas, económicas e mediáticas orquestradas por Washington».

Com esta manobra, «pretende-se criar um quadro jurídico e mediático que justifique uma acção militar das forças norte-americanas em território cubano», alerta a Anaic, que destaca a «dignidade» de Raúl Castro, afirmando que não pode ser minada «por manobras jurídicas carentes de qualquer fundamento real, e claramente ditadas por agendas eleitorais ou de política interna norte-americana».

As declarações de apoio a Cuba e em solidariedade com o seu povo e Raúl Castro sucedem-se umas às outras, provenientes de vários pontos do mundo, depois de o Departamento da Justiça dos EUA ter formulado acusações contra o líder revolucionário relacionadas com o derrube de duas avionetas da organização Hermanos al Rescate, a 24 de Fevereiro de 1996, na sequência de repetidas incursões no espaço aéreo cubano.

Numa declaração, o governo de Cuba qualificou o processo como um «acto desprezível» e uma «infame» provocação política, sublinhando que a resposta do país caribenho à violação do seu espaço aéreo constituiu um acto de legítima defesa, ao abrigo da Carta das Nações Unidas, da Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional de 1944, e dos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade.

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