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«Não desistimos dos 20 euros de aumento de salário»

Duas centenas de trabalhadores concentraram-se, esta tarde, frente à Associação Portuguesa de Cortiça, em Santa Maria Lamas, exingindo avanços no processo negocial em torno da revisão salarial.

Trabalhadores rejeitam o horário concentrado de 12 horas em 3 dias de turnos contínuos e não aceitam o fim do sábado e do domingo como dias de descanso
Num sector que ultrapassou os mil milhões de euros de exportações em 2018, proposta da associação patronal é «uma afronta aos trabalhadores», afirmam as estruturas sindicais CréditosNUNO VEIGA / LUSA

«Já choveu bastante, mas não arredamos pé», afirmou Alírio Martins, dirigente do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN/CGTP-IN), em declarações ao AbrilAbril, no decurso da concentração desta quinta-feira em frente à sede da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR).

Na concentração, convocada pela Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM), o SOCN e o Sindicato dos Trabalhadores da Cerâmica, Construção e Cortiças do Sul (STTCMCS/CGTP-IN), os trabalhadores exigiram um valor mínimo de 20 euros de aumento salarial por mês, garantindo que «não vão abdicar» deste valor.

Perante esta acção, «a APCOR deverá tirar ilações», afirmou o dirigente sindical, sublinhando os trabalhadores que vão «manter a luta».

A decisão de avançar para a realização desta acção luta seguiu-se à última reunião de negociação directa para a revisão salarial do contrato colectivo de trabalho da indústria corticeira, em que a associação patronal propôs um aumento de 39 cêntimos, face ao último valor proposto, passando de 17,06 para 17,45 euros.

Em comunicado, as estruturas sindicais explicaram que o valor proposto de 39 cêntimos é insuficiente e constitui uma «afronta aos trabalhadores», tendo em conta que o sector «ultrapassou os mil milhões de euros de exportações em 2018».

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