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Greve dos corticeiros arrancou com elevada adesão

A greve de três dias pelo aumento digno da tabela salarial registou esta quarta-feira uma «forte adesão» num sector «que cria ricos e produz pobres». Hoje o protesto segue em várias unidades do grupo Amorim.

A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom/CGTP-IN) revela, através de comunicado, que a proposta patronal representa uma actualização salarial de 50 cêntimos por dia, ou seja, 15 euros por mês, o que corresponde a 50% do aumento do salário mínimo nacional.  

A estrutura denuncia que este é «mais um exemplo da injustiça» na distribuição da riqueza que «reina no sector corticeiro». A jornada de luta iniciou-se ontem «com uma elevada adesão» na Amorim Cork Flooring, em Aveiro, e paralisações nas duas unidades industriais da Amorim Florestal, em Portalegre. 

Esta quinta-feira, a luta continua nas unidades Amorim & Irmãos e A.S. Filhos, em Santa Maria de Lamas (Aveiro), a partir das 22h, assim como na Amorim Cork Insulation, em Vendas Novas, e em duas unidades industriais da Amorim Florestal, no distrito de Santarém. 

Amanhã entram em greve os operários da Granorte (Rio Meão), da Amorim Champcork, da Socori – Sociedade de Cortiças de Riomeão, da Amorim Top Series (Argoncilhe) e da Amorim Cork Composites (Mozelos).

A Feviccom sublinha a «forte adesão» a esta jornada de luta nas treze principais empresas de um sector «que cria ricos e produz pobres» e informa que a próxima reunião de negociações com a associação patronal (APCOR) está agendada para a próxima segunda-feira (26), em Santa Maria de Lamas.

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