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Motoristas denunciam que «a fadiga mata»

Por mais tempo de descanso e melhores condições de trabalho, sindicalistas portugueses e espanhóis juntaram-se na fronteira, em Vilar Formoso, numa acção de contacto com os motoristas.

Créditos / fectrans

Já não é a primeira vez que a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), as Uniões de Sindicatos de Guarda e Castelo Branco e as Comissiones Obreras Castilla Y León dinamizam esta acção que pretende alertar para as duras condições de trabalho dos motoristas e suas consequências nefastas.

Ontem de manhã, os sindicalistas portugueses e espanhóis juntaram-se na fronteira em Vilar Formoso numa jornada de luta com o lema «A fadiga mata» por mais tempo de descanso e melhores condições de trabalho para os motoristas de camiões TIR. 

Esta acção tem como objectivo chamar a atenção para o problema das longas jornadas de trabalho, com impactos negativos na saúde dos trabalhadores, mas também para outros problemas decorrentes da legislação comunitária, que «põe à frente de tudo os interesses patronais», esclarece a estrutura sindical em nota.

Em declarações aos jornalistas, José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, afirmou que «o prolongamento das jornadas de trabalho tem um impacto muito negativo na saúde do trabalhador», acrescentando que «pode não matar de imediato» mas que «a saúde destes trabalhadores [se] degrada com muito mais facilidade que um outro trabalhador que não está sujeito a esta irregularidade de horários».

O dirigente fez ainda referência ao acordo alcançado com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) que contribui para melhorar a situação, clarificando o que é tempo de descanso e o que é tempo de trabalho. Admite, no entanto, que é preciso avançar mais e «reduzir os tempos de trabalho» no sentido de conjugar a vida profissional e familiar.

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