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Trabalhadores descontentes com acção do Governo

Milhares em protesto da administração pública

Milhares de trabalhadores da administração pública participaram esta sexta-feira, em Lisboa, na manifestação nacional convocada pela Frente Comum. Exigem aumentos salariais, horários semanais de 35 horas e maior combate à precariedade.

Descontentamento motivou milhares de trabalhadores de todo o País a deslocaram-se a Lisboa
Descontentamento motivou milhares de trabalhadores de todo o País a deslocaram-se a LisboaCréditosMANUEL DE ALMEIDA / LUSA

«Basta de congelamento! Queremos o nosso aumento!», gritou-se no decorrer da manifestação que começou nos Restauradores e seguiu até ao Terreiro do Paço. O protesto foi convocado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, que também contou hoje com uma greve.

Entre as reivindicações, os trabalhadores da administração pública exigem o aumento dos salários em 4%, tendo em conta que estes estiveram congelados por quase dez anos, a revisão das carreiras, a aplicação geral das 35 horas semanais e a integração rápida de todos os precários na Função Pública.

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, salientou que o Governo tem que dar respostas às «reivindicações que são necessárias à vida dos trabalhadores», colocando em cima da mesa a hipótese de ser convocada greve no Estado.

Os constantes atrasos e incumprimentos do Governo são também um problema. Os acréscimos salariais, apesar de serem faseados, não estão a ser pagos atempadamente aos trabalhadores que reúnem as condições para progredir na carreira, tendo só 40 mil recebido, num universo de 668 mil.

Nesse sentido, a dirigente afirmou que «a pressão que se fez nestes últimos tempos» sobre o Governo tem dado frutos, referindo-se às progressões dos assistentes operacionais, os quais, tal como a estrutura sindical reivindicava, vão subir para o quarto escalão e não para o terceiro. O aumento é de 55 euros.

Uma delegação da CGTP-IN participou na manifestação, incluindo o secretário-geral, Arménio Carlos. Uma delegação do PCP, em solidariedade para com os trabalhadores, foi representado por Rita Rato, deputada na Assembleia da República, e João Ferreira, vereador na Câmara Municipal de Lisboa.

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