|transportes

Mestres da Soflusa avançam com greve pela contratação de profissionais

Os mestres da Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, realizam uma greve parcial a 23 e 24 de Maio, de três horas por turno. Em causa está a falta de pessoal.

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa irão realizar uma greve parcial nos dias 26 e 27 de Abril
Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa irão realizar uma greve parcial nos dias 26 e 27 de AbrilCréditos / Digital OJE

A decisão dos trabalhadores da Soflusa foi avançada hoje, por Carlos Costa, afecto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), no seguimento da decisão dos mestres de intensificar a luta para exigir uma resposta rápida à «falta de profissionais» e aos «constrangimentos» associados.

Em declarações à Lusa, Carlos Costa explicou que, actualmente, apenas trabalham 21 mestres na Soflusa, encontrando-se três deles de baixa médica, mas para o serviço funcionar com qualidade deveriam existir «24 mestres», bem como mais marinheiros e assistentes de terra. A situação tem levado a «uma exaustão física e psicológica» dos profissionais.

A 10 de Maio, as ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa começaram a ter que ser suprimidas pela falta de mestres, o que levou a administração da Soflusa a emitir um comunicado, quatro dias depois, justificando a situação com «constrangimentos laborais». Tal afirmação não caiu bem entre trabalhadores e utentes, que sentiram que a empresa se estava a evadir das suas responsabilidades.

Além disso, o sindicalista da Fectrans explicou que, com a implementação do passe Navegante, em Abril, a empresa introduziu uma nova escala de serviços, mas esta não estava «minimamente preparada para o maior fluxo de passageiros», o que, conjugado com a prévia situação de falta de investimento, provocou «um saturamento ainda maior à classe».

A estrutura sindical frisa que, desde pelo menos 2015, «as organizações andam a alertar para a necessidade urgente de contratação de novos trabalhadores», bem como para a falta de investimento, relembrando que nos últimos cinco anos têm saído para «a reforma vários trabalhadores, principalmente mestres e marinheiros, sem qualquer substituição».

Além da greve de três horas por turnos, marcada para os dias 23 e 24 de Maio, os trabalhadores vão continuar a greve às horas extraordinárias, depois do pré-aviso de greve do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e da Marinha Mercante (CGTP-IN), num protesto com motivos idênticos que se prolonga até 31 de Dezembro.

Com agência Lusa

Tópico