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Mestres da Soflusa prosseguem luta contra falta de pessoal

A greve parcial na Soflusa voltou a registar uma adesão total esta sexta-feira. Caso a empresa não contrate mais profissionais, os mestres avançam com uma nova greve idêntica entre 3 e 7 de Junho.

Problemas na travessia do Tejo persistem há anos sem resolução
Créditos / cibersul.org

Segundo Carlos Costa, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), a nova greve anunciada será «também parcial, de três horas por turno, e acontece pelos mesmos motivos: contratação de profissionais e alívio da carga de trabalho extraordinário».

O dirigente confirmou a decisão à Lusa, esta manhã, à margem do segundo e último dia desta greve parcial dos mestres da Soflusa, que mantém uma adesão total entre os 21 profissionais encarregues das embarcações. Apesar de o número ideal ser 24, de momento só 18 estão ao serviço, estando três de baixa médica.

De acordo com o sindicalista, no ano passado estes profissionais realizaram «quatro mil horas de trabalho extraordinário» só para assegurar o normal funcionamento dos serviços, o que faz com que alguns deles «careçam de cuidados de saúde físicos e mentais», porque é um trabalho muito «exaustivo».

Além disso, Carlos Costa sublinhou que os trabalhadores estão a equacionar «uma greve de 24 horas, em 12 de Junho», caso a administração da Soflusa e a tutela não concretizem as necessárias contratações para assegurar o serviço diário de transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa.

O serviço da Soflusa voltou a estar hoje interrompido entre as 6h30 e as 9h30. José Lourenço, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, salientou que esta manhã houve uma diminuição dos passageiros em espera do primeiro barco, relativamente a ontem.

«Os utentes vêem esta situação com preocupação porque a empresa fora do período da greve continua a ter de suprimir carreiras. O problema é congénito, não há tripulações, não há mestres e os barcos não podem andar», acrescentou.

A 15 de Maio, perante um comunicado da administração da Soflusa que procurava culpar os trabalhadores pelos problemas na travessia do Tejo, a estrutura de utentes defendeu que os problemas são «inteiramente da responsabilidade» dos sucessivos governos e da empresa, que «não tomaram, em devido tempo, as medidas de renovação da frota e do necessário aumento do quadro de pessoal».


Com agência Lusa

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