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A «unidade, organização e luta» trouxeram resultados aos trabalhadores da Linde

A luta dos trabalhadores da Linde Portugal forçou a administração da empresa a negociar o caderno reivindicativo para 2022. Salários vão ser actualizados e atribuídos subsídios escolares.

A Linde Portugal é uma empresa de fornecimento de gás industrial, parte do Grupo internacional Linde.
A Linde Portugal é uma empresa de fornecimento de gás industrial, parte do Grupo internacional Linde.Créditos / Wikimedia Commons

As reivindicações foram, simplesmente, «ao encontro das necessidades e dificuldades sentidas pelos trabalhadores, como a perda de poder de compra, a desvalorização das carreiras e o congelamento de salários», explica o comunicado da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN), enviado ao AbrilAbril.

A força destas exigências estava alicerçada nos «bons resultados da Linde, obtidos em situação de epidemia, com os trabalhadores enfrentando riscos elevados» para manter a empresa a funcionar.

Os trabalhadores, organizados no SITE CSRA e no SITE Norte, rejeitaram a «posição não negocial e sem pretensão de sentar-se à mesa» da administração, partindo para a greve. Sem margem de manobra, a Linde Portugal cedeu e começou o processo de discussão com as organizações representativas dos trabalhadores.

Em 2022, serão aumentados os salários-base, variando entre os 56 e os 75 euros (40 euros, acrescidos de dois por cento) para a maioria dos trabalhadores. Nos «escalões salariais mais elevados, a actualização é de dois por cento».

A instituição de um novo subsídio escolar, por filho, no valor de 82,50 euros (desde a creche ao 12.º ano) ou de 123,50 euros (caso frequentem o ensino superior) foi uma das mais importantes conquistas deste processo. «A reivindicação tinha como objectivo promover a natalidade e propiciar melhores condições de vida aos filhos dos trabalhadores».

«A lavagem das fardas de trabalho continuará a ser uma responsabilidade da empresa. A administração tencionava transferir este encargo para os operários, mas estes deixaram clara a sua oposição a tal mudança». Para a fiequimetal, foi a determinação dos trabalhadores, que não baixaram os braços, mantendo-se unidos e organizados, prontos para a luta pelas suas reivindicações, que garantiu a sua vitória inequívoca.

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