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Exposição de Artes Plásticas comemora o 50.º aniversário da CGTP

As obras dos mais de 60 artistas que se associaram à iniciativa podem ser visitadas até ao próximo dia 25 de Julho, na Sala do Risco, no Pateo da Galé, em Lisboa, todos os dias, das 10h às 19h.

Intervenção da Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, na abertura da Exposição de Artes Plásticas das Comemorações dos 50 anos da CGTP-IN 
Intervenção da Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, na abertura da Exposição de Artes Plásticas das Comemorações dos 50 anos da CGTP-IN Créditos / CGTP-IN

A exposição é englobada num conjunto de iniciativas preparadas para «homenagear todos os trabalhadores, mulheres e homens, que deram e dão o melhor das suas vidas em defesa dos direitos dos trabalhadores, pela
transformação da sociedade, por um País justo, fraterno e solidário,
sem exploradores nem explorados».

Em nota divulgada à imprensa, a Intersindical agradece a todos os artistas que «com as suas obras de pintura, escultura, fotografia e outras formas de expressão artísticas decidiram juntar-se aos outros trabalhadores nas comemorações do cinquentenário da CGTP-IN».

A CGTP-IN assinalou o seu 50.º centenário no dia 1 de Outubro de 2020, altura em que realizou uma grande exposição sobre o passado, presente e futuro da maior central sindical do País.

Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, reforçou durante a cerimónia de abertura a necessidade de «libertar tempo para que os trabalhadores tenham condições de alargar a sua vivência para além do ciclo rotineiro trabalho-casa, casa-trabalho, elemento central para garantir a participação cívica e a intervenção nos demais domínios que o desenvolvimento das forças produtivas possibilita e os assalariados têm direito».

«É sintomático que, numa altura de grandes e exponenciais avanços da ciência e da tecnologia, de novas formas de produzir em que se cria cada vez mais valor em cada vez menos tempo, os trabalhadores continuem sujeitos a ritmos e tempos de trabalho do século passado», sublinhou Isabel Camarinha.

Sobre a realidade que vivem muitos dos trabalhadores desta área, sejam eles artistas plásticos, escultores, músicos, actores, técnicos e de tantas outras profissões, referiu a necessidade de garantir a liberdade para «criar sem que estejam dependentes do que as chamadas “indústrias culturais” determinam a cada momento, sem estarem sujeitos à precariedade no trabalho que se transforma em precariedade na vida, ainda que agora esta seja balizada por um enquadramento jurídico que continua a reservar a instabilidade como forma generalizada da prestação de trabalho no sector cultural».

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