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Depois de greve convocada, os CTT recuam

A greve convocada para o centro de distribuição postal que abarca Évora, Arraiolos e Viana do Alentejo foi suspensa esta terça-feira, uma vez que os CTT recuaram na reestruturação que põe em causa o serviço de distribuição do correio nestas localidades e piora as condições dos carteiros.

Carteiros de porte não aceitam novos fechos impostos
Carteiros de porte não aceitam novos fechos impostosCréditosInácio Rosa / Agência LUSA

Foi hoje suspensa a greve geral convocada para os dias 19 e 20 de Outubro e a greve ao primeiro período de trabalho, de 23 de Outubro a 6 de Novembro, no centro de distribuição postal (CDP) que incluí Évora, Arraiolos e Viana do Alentejo, informou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN), depois de um recuo da empresa.

Segundo o sindicato, a greve foi suspensa, por decisão dos trabalhadores num plenário realizado esta manhã, depois de «a empresa ter recuado» em relação à reestruturação e comprometer-se «a efectuar um novo estudo de revisão de giros [rondas de distribuição]».

A convocação da greve resultou da reestruturação programada pelos CTT no novo estudo de revisão de giros que, segundo o sindicato, alterava 90% da actual estrutura, «eliminando 3,5 postos de trabalho naquele CDP».

Desta reestruturação, caso fosse implementada, resultaria ainda «o aumento do agenciamento de giros (gente estranha aos CTT a executarem distribuição de correio substituindo carteiros)», assim como retardaria a entrada dos trabalhadores, «prejudicando a separação geral do correio e, logo, as horas em que o mesmo chegará a casa das pessoas».

Uma nota do sindicato referia também que, com a reestruturação, «os trabalhadores vêem-se ainda confrontados com a criação de horários de trabalho com intervalos de descanso de 3 e 4 horas», o que obriga «os que vivem longe de Évora a estarem “presos” ao seu local de trabalho até 14 horas».

Acrescentava que, «com a deslocação definitiva dos carteiros de Arraiolos para Évora», estes verão acrescidos «em mais 20 horas o horário semanal em que têm que estar à disposição da empresa».

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