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Cristina Tavares exige indemnização por assédio moral

A operária, que viu o assédio moral ser confirmado pelo tribunal, exige agora uma compensação a uma corticeira da Feira no valor de 80 mil euros.

Cristina Tavares foi castigada com a obrigação de carregar e a descarregar os mesmos sacos com mais de 15/20 kg para a mesma palete.
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Cristina Tavares, trabalhadora da corticeira Fernando Couto, de Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, avançou com um pedido de indemnização de 80 mil euros à empresa. Exige compensação pelos danos sofridos pelo assédio moral de que foi alvo. 

A trabalhadora decidiu avançar com este processo depois de o Tribunal da Relação do Porto ter confirmado recentemente a sentença do Tribunal do Trabalho da Feira que condenou a corticeira ao pagamento de uma multa de 31 mil euros por assédio moral.

Na audiência de partes, que ocorreu na semana passada, não foi possível chegar a um entendimento, pelo que o caso segue para julgamento. A decisão da operária surge depois de ter sido reintegrada na empresa, pela segunda vez, e após um acordo alcançado entre as partes em Julho do ano passado.

«A trabalhadora disse-nos que queria recorrer [ao tribunal], porque foi perseguida e maltratada», explicou à imprensa Alírio Martins, coordenador do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN/CGTP-IN). «Sempre tivemos em conta que podia haver um processo de indemnização pelo assédio moral, que só se confirmou depois da decisão do Tribunal da Relação do Porto», acrescentou.

«Quer queiramos quer não, a Cristina Tavares não é a mesma. Houve uma degradação psicológica comprovada por atestados médicos devido a toda a situação que viveu», referiu o dirigente.

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