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|Câmara Municipal de Lisboa

PCP exige esclarecimentos de Carlos Moedas sobre «graves problemas» da rede GIRA

Uma aplicação repleta de erros, pouca distribuição entre as docas, bicicletas e estações avariadas. Vereador do PCP na CML quer que Moedas explique a «diminuição muito significativa da qualidade e oferta» das bicicletas partilhadas GIRA.

Créditos / EMEL

Os problemas acumulam-se na rede de bicicletas partilhadas de Lisboa, a GIRA, um serviço público gerido pela EMEL e que, no próximo ano, celebra os seus 10 anos. Em 2024, estas bicicletas já tinham sido usadas para percorrer mais de 46 milhões de quilómetro dentro da cidade, registando-se um número médio de viagens anuais superior a 7 400. O sucesso deste programa destroçou por completo o lugar comum de que a cidade das sete colinas não tinha condições para que as bicicletas fossem utilizadas como um meio de transporte viável.

Nem tudo são rosas. O funcionamento da GIRA, com incidência especial no último mês, tem-se deparado com «graves problemas, como docas e estações danificadas ou desligadas, bicicletas estragadas sem a devida reparação, problemas de comunicação entre a aplicação e as estações, ausência de funcionamento do atendimento telefónica e ausência de resposta a reclamações, através do email geral do serviço», refere um pedido de informação apresentado pelo vereador João Ferreira, do PCP, ao executivo municipal PSD/CDS-PP/IL de Carlos Moedas.

A 10 de Agosto de 2026, mais de 30 estações (de entre as mais de 160 na rede) estavam indisponíveis, várias delas há vários dias. As que estão activas na aplicação ou «têm inúmeras bicicletas danificadas», ou estão «sem bicicletas», contando-se ainda vários casos de estações repletas de «bicicletas que não aparecem disponíveis». O vereador comunista considera estamos «efectivamente perante um iminente colapso do sistema, que coloca em causa este serviço e a rede da GIRA».

Em resposta à agência Lusa, a Câmara Municipal de Lisboa refere a existência de «uma nova vaga de crimes» contra a rede GIRA, que ocorre de forma «violenta, gratuita e inesperada, através da destruição de tampas, cablagens e sensores eletrónicos». A EMEL registou mais de 700 actos de vandalismo, provocando a «destruição de mais de 1400 docas e no furto de mais de 1000 bicicletas arrancadas das docas».

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