|violação do direito à greve

CESP avança com acção judicial contra repressão da greve no grupo Lusíadas

Numa reunião realizada com o grupo Lusíadas Saúde, o patronato reafirmou a sua decisão de «marcar faltas injustificadas e descontar 3 dias de salário ilegalmente aos trabalhadores». CESP fez denúncia à ACT e prepara processo judicial.

O hospital privado localizado no Alto dos Moinhos, em Lisboa, é detido pelo grupo Amil, que pertence à UnitedHealth Group
CréditosANTÓNIO COTRIM / LUSA

O argumento usado pelo grupo Lusíadas Saúde para marcar faltas injustificadas a quem participou numa greve «é falso», afirma o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN). O pré-aviso de greve para dia 17 de Abril foi emitido pela FEPCES, federação sindical na qual o CESP é filiado, e entregue atempadamente à Confederação Empresarial de Portugal (CIP) da qual a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) é Vice-Presidente e faz parte da Comissão Executiva.

Vários trabalhadores do grupo Lusíadas Saúde, uma das maiores instituições empresariais no sector da doença em Portugal, aderiram a essa acção de luta, tendo recebido posteriormente «faltas injustificadas» por não se apresentarem ao trabalho nesse dia, com «o desconto de três dias de salário», uma violação clara do direito à greve.

Numa reunião realizada na passada segunda-feira entre o sindicato e responsáveis do grupo Lusíadas, o patronato manteve uma «postura intransigente» ao rejeitar linearmente a devolução do «dinheiro que descontou indevidamente aos trabalhadores».

Na nota enviada ao AbrilAbril, o CESP confirma a sua intenção de avançar com um processo em tribunal contra o grupo Lusíadas Saúde, para além de já terem realizado «uma denúncia na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)», da qual aguardam o resultado da acção inspectiva. No próximo dia 15 de Maio, o sindicato vai ainda reunir com a Inspectora Geral do Trabalho «para denunciar esta situação».

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