É a região portuguesa com maior prevalência de pobreza e desigualdade de rendimentos. Na Região Autónoma dos Açores, «a taxa de pobreza está quase oito pontos percentuais acima da média nacional» (24,2%) alerta o relatório «Portugal, Balanço Social 2024», que recorre a dados da Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia). É «a região com maior taxa de pobreza» e a mais desigual em Portugal.
«Os baixos salários são um flagelo que urge reverter, um problema cuja resolução não pode continuar a ser adiada», considera o Sindicato das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio e Escritórios, Hotelaria, Turismo e Transportes dos Açores (SITACEHTT/CGTP-IN), num comunicado enviado ao AbrilAbril. O sindicato defende a necessidade urgente de pôr termo à estrutura económica «assente num modelo de baixos salários».
Ao longo das últimas semanas, o SITACEHTT recolheu mais de duas mil assinaturas de trabalhadores açorianos que reivindicam o aumento do valor do acréscimo regional ao salário mínimo nacional «de 5%, para 10%». «Não faz sentido falar em crescimento económico quando este é feito à custa da degradação da qualidade de vida dos trabalhadores açorianos».
Para o sindicato, não faz sentido falar em crescimento económico «sem que esse crescimento se traduza numa justa e equilibrada distribuição da riqueza gerada, como não faz qualquer sentido falar de emprego apenas para fins estatísticos, mas com vínculos precários e sem direitos». A petição promovida pelo SITACEHTT vai ser entregue ao Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores esta quarta-feira.
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