«Os sucessivos governos e sobretudo o actual, por razões economicistas e de cedência aos interesses privados, têm desinvestido na melhoria do SNS e promovido a actual carência de milhares de enfermeiros», refere a moção aprovada por centenas de profissionais concentrados em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, no final da manifestação que assinalou a greve realizada a 12 de Maio, Dia Internacional do Enfermeiro.
A recusa do Governo PSD/CDS-PP em avançar com medidas necessárias e indispensáveis para fixar os enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde e atraiar os jovens recém-formados é a principal razão apontada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) para que «muitos dos novos enfermeiros optam por emigrar e/ou trabalhar no sector privado, em vez de optarem pelo SNS».
Estima-se que faltem 14 mil enfermeiros para suprir todas as necessidades imediatas no Serviço Nacional de Saúde.
Todos estes problemas «são de fácil resolução», considera o sindicato, que tem várias propostas para responder às exigências da situação: contabilização dos pontos, contratação de novos profissionais, sistema de avaliação e o cumprimento da legislação no que aos horários diz respeito, «o que permitiria a conciliação da vida pessoal e familiar». Nada disto acontece porque «a ministra da Saúde continua a protelar a sua discussão e negociação».
«É imperativo a imediata marcação de uma reunião», afirma o SEP. O AbrilAbril apurou que a adesão à greve de dia 12 de Maio foi de 80% no Hospital do Fundão e limitada aos serviços mínimos no Hospital de Faro. A adesão dos enfermeiros a esta luta foi total no bloco operatório da CUF Cascais, no Hospital Pulido Valente e no Hospital Particular do Algarve (neste caso, também 1oo% nas urgências, consultas e medicina), no serviço de exames especiais na CUF Tejo e no Centro de Endoscopia Avançada dos Lusíadas Lisboa.
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