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Trabalhadores dos Hospitais Lusíadas em greve

Os trabalhadores da Lusíadas Saúde cumprem esta quarta-feira um dia de greve contra a recusa do grupo em negociar salários e os vários abusos e situações de repressão, tais como no direito à amamentação.

Trabalhadores estiveram concentrados esta manhã
Trabalhadores estiveram concentrados esta manhãCréditos / CESP

Os trabalhadores do grupo Lusíadas Saúde, detentor de vários hospitais e clínicas privadas, realizam hoje uma greve de 24 horas, sendo também a primeira greve, naquilo a que chamam de um «dia de intensificação da luta».

Durante a manhã, os trabalhadores estiveram concentrados junto à entrada do Hospital Lusíadas Lisboa, em protesto contra a intransigência da administração. O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, também esteve presente.

Orlando Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), em declarações ao AbrilAbril, confirmou haver repressão, acrescentando ser «lamentável que a administração se tenha recusado a receber a comissão sindical e a resolução com os problemas dos trabalhadores».

Segundo o dirigente, em causa está a recusa da administração em negociar aumentos salariais, além da negociação da tabela salarial e da progressão das carreiras, mas também vários casos de repressão e violação de direitos laborais, como em questões da lei da parentalidade, desde os horários flexíveis ao condicionamento do tempo de amamentação.

«Neste momento, de acordo com a tabela, numa classe profissional como os auxiliares, tenha um ano de casa ou 20, ganham todos o mesmo, o que desde já é muito baixo. Sobre a necessidade da reclassificação, existem trabalhadores com oito ou nove anos que estão sempre no mesmo nível ou com diferenças de valores apesar de terem as mesmas funções», explicou Orlando Gonçalves.

Quanto às irregularidades, afirmou tratar-se de uma «lista longa», tendo enumerado algumas: «Não cumprem os horários flexíveis, não pagam subsídios de caixa na clínica de Santo António, nem os subsídios de turno, não pagam horas extras, havendo trabalhadores com mais de 170 horas, num banco de horas ilegal, coagidos para este sobre ameaças».

Outras reivindicações contemplam o regresso do horário contínuo, a definição do subsídio de refeição em 6,40 euros para todos, o direito a 25 dias úteis de férias, o fim da discriminação entre trabalhadores, do clima de repressão e da precariedade.

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