|Repressão patronal

Hospital Lusíadas obriga mãe solteira a trabalhar longe da família

Sindicato denuncia que o hospital privado recusa os pedidos de transferência da trabalhadora desde 2014, obrigando-a a trabalhar a 300 km da família. Greve está marcada para dia 9 de Maio.

O grupo Lusíadas Saúde, que opera vários hospitais privados no País, é detido pelo grupo Amil, que pertence à UnitedHealth Group
O grupo Lusíadas Saúde, que opera vários hospitais privados no País, é detido pelo grupo Amil, que pertence à UnitedHealth GroupCréditosANTÓNIO COTRIM / LUSA

A situação é denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), num comunicado aos trabalhadores do grupo Lusíadas Saúde.

Segundo o CESP, apesar de a empresa afirmar que «a responsabilidade social faz parte do seu ADN», desde 2014 que tem recusado a «transferência de uma trabalhadora que é mãe solteira». Uma situação agravada, reitera o sindicato, tendo em conta a ausência de «qualquer apoio» e que a «família está a 300km, não permitindo desta forma que a criança possa crescer junto da última».

Entre outras denúncias, o CESP acusa o grupo Lusíadas de praticar horários ilegais, de perseguir e reprimir os trabalhadores do sindicato, inclusive proibindo a participação em plenários, de condicionar o direito ao período de amamentação e de «fazer escalas absurdas e turnos nocturnos só com um trabalhador, sem qualquer consideração sequer em matéria de segurança e saúde no trabalho».

Greve agendada para 9 de Maio

No mesmo comunicado, o sindicato lembra que os trabalhadores do grupo Lusíadas Saúde vão cumprir greve na próxima quarta-feira, estando ainda marcada uma concentração no Hospital Lusíadas Lisboa, às 11h, junto ao edifício um.

Em causa está a recusa do grupo em negociar aumentos salariais e a progressão das carreiras, além das más práticas patronais, com os trabalhadores a exigirem o fim da repressão, da precariedade e da discriminação e injustiças entre as categorias profissionais.

Os trabalhadores exigem ainda o respeito da administração pelo direito à parentalidade, o direito a 25 dias úteis de férias, a definição do subsídio de refeição em 6,40 euros para todos e que os horários de trabalho respeitem as normas previstas no contrato colectivo de trabalho e na lei.

Tópico