«Depois de anos de dedicação, esforço e sacrifício é importante apresentar propostas que valorizem salários, carreiras e melhoria das condições de vida e trabalho», considera, em nota enviada ao AbrilAbril, o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT/CGTP-IN). A estrutura sindical alerta que, pelo segundo ano consecutivo, a administração da RTP está a faltar à sua palavra e a não aplicar aquilo com que se comprometeu nas negociações de anos anteriores.
Em cima da mesa está a mais recente proposta de revisão do Acordo de Empresa (AE) por parte da RTP, apresentada na passada sexta-feira: trabalhadores devem escolher entre um aumento de 57 euros ou um aumento de 56,50 euros com um acréscimo de 5 cêntimos diário no subsídio de alimentação. Em ambos os casos será aplicado um aumento de «5% na estadia e refeições dentro do território nacional».
Esta proposta, «aquém do que é necessário», surgiu apenas dias antes de se saber que a administração, composta por três elementos, foi alvo de um aumento de cerca de 11% no último ano, totalizando um custo anual para a RTP de 422 160 euros.
A Rádio e Televisão Pública «tem margem para ir mais longe», considera o STT. É indispensável que, agora, «se valorize o activo mais importante da empresa, os trabalhadores», e responda ao «aumento desenfreado do custo de vida». A proposta sindical pretende também «valorizar de forma robusta matérias centrais como: subsídio de refeição, trabalho ao fim de semana, trabalho nocturno, deslocações em serviço, áreas de intervenção dos jornalistas, seguro de saúde e outras rubricas ligadas à penosidade e desregulação de horários». A contraproposta do STT vai ser discutida na próxima reunião com a RTP, a realizar no dia 20 de Maio.
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