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Sindicato disponível para negociar com a administração da RTP

«Enquanto houver um trabalhador para defender, um direito para conquistar ou um precário para integrar», continuará a haver «intervenção e luta» do STT, que manifesta total disponibilidade para dialogar.

Edifício da RTP
Edifício da RTP Créditos / A Televisão

Apesar de o actual Conselho de Administração (CA) da RTP ter «guia de marcha» e estar «em gestão corrente», o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT/CGTP-IN) afirma, em comunicado, que «não abranda a sua intervenção e insiste na resolução de problemas laborais identificados».

Porque «os problemas não se adiam, resolvem-se», e porque o novo CA da RTP declara no seu Projecto Estratégico que «muitas das mudanças só serão possíveis mantendo um diálogo produtivo com as estruturas representativas dos trabalhadores», o sindicato declara a inteira disponibilidade «para encetar um diálogo nesse sentido».

Necessidade de investimento em meios humanos e técnicos

Tendo conhecimento de que o Conselho de Redacção da TV terá analisado, na sua última reunião, «a falta de meios e as dificuldades existentes no trabalho da Direcção de Informação», a organização sindical exige ao CA da RTP que invista em meios técnicos e humanos.

Neste sentido, e tendo em conta a «defesa da contratação de outsourcing para reportagens», o STT reitera a exigência de investimento nos meios necessários, como drones, câmaras dslr [Digital Single Lens Reflex] e outro tipo de material tecnológico relacionado, de modo que a empresa possa «suprir as carências existentes nesse sector».

Outra noção vincada no texto é a de que «a RTP não pode continuar a apostar na precariedade». Os jornalistas repórteres, que muitas vezes adquirem material pagando-o do seu bolso, vêem-se impedidos de fazer «o seu trabalho com condições dignas», enquanto a RTP gasta milhões «com a contratação de empresas que promovem baixos salários e precariedade no trabalho e na vida», denuncia o STT.

«É absolutamente inaceitável que, após um processo de regularização de trabalhadores com vínculos precários e várias condenações judiciais, a RTP defenda a continuidade da precariedade e não invista, como é seu dever enquanto serviço público e enquanto empresa que deve cumprir as leis gerais do Estado, em meios humanos e técnicos para garantir condições de trabalho e de dignidade», sublinha.

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