Ao segundo de dois dias de greves parciais na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), convocadas para 30 de Abril e 4 de Maio, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul (SITE CSRA/CGTP-IN) denunciou as «tentativas de intimidação» dirigidas pela empresa aos seus trabalhadores. Segundo a estrutura sindical, a directora dos Recursos Humanos terá solicitado um documento com os nomes de todos os que aderiram à acção de luta.
É uma prática «ilícita, intimidatória e discriminatória, que constitui uma pressão inaceitável sobre os trabalhadores e fere o exercício livre do direito à greve», afirma o SITE CSRA. A recolha de dados relativos à adesão individual, consciente e livre à greve «cria um clima de constrangimento e de possível represália sobre os trabalhadores».
A administração da INCM deve pôr termo, no imediato, a qualquer «pedido, recolha ou tratamento de informação sobre a participação individual na greve». Qualquer ficheiro que tenha sido eventualmente elaborado para esse efeito deve se destruído, exige o sindicato.
A greve parcial foi decidida por maioria num plenário realizado a 15 de Abril, no qual os trabalhadores rejeitaram também a proposta negocial da INCM. As reivindicações dos trabalhadores assentam em dois eixos: aumento salarial de, pelo menos, 70 euros para todos e o aumento do subsídio de alimentação para os 7,5 euros, ambos a aplicar com retroactivos a Janeiro de 2026. As greves parciais de 30 de Abril e 4 de Maio expressam também a oposição dos profissionais da Casa da Moeda ao pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP.
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