Apenas 12 horas após o início da paralisação dos trabalhadores da Veolia que prestam serviços na fábrica da Super Bock em Leça do Balio, a greve de três dias foi desconvocada. O patronato não resistiu a uma adesão quase total à acção de luta: depois de «uma noite inteira em que não se produziu um único litro de cerveja e um início de manhã sem condições de arranque para nenhum dos sectores», a administração fez chegar aos trabalhadores a sua renovada disponibilidade para chegar a um compromisso.
Os trabalhadores da Veolia, reunidos em concentração à porta da fábrica, concordaram em suspender a greve «por terem aparecido sinais claros de vontade de negociar», refere nota divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN).
A administração da empresa desvalorizou constantemente o processo negocial ao longo dos últimos meses. A Veolia não apresentou «contrapropostas dentro dos prazos assumidos», não deu «seguimento a compromissos que levaram à suspensão de anteriores formas de luta» e ignorou sempre os eixos centrais das reivindicação dos trabalhadores, foi agora forçada a voltar à mesa negocial.
A responsabilidade por esta situação «recai exclusivamente sobre a Veolia, considera o sindicato. A sua «postura de bloqueio e falta de empenho na negociação» contrasta com a disponibilidade assumida pelos trabalhadores em chegar a um acordo justo, que os reconheça como profissionais que asseguram funções de «elevado grau de exigência técnica, com elevada responsabilidade e exigência».
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