O posto de abastecimento da Moeve (ex-Cepsa) no Parque da Cidade, no Porto, vai começar a encerrar durante o período noturno (da meia-noite às 8h da manhã). A empresa alega que este horário não é rentável o suficiente para justificar a sua abertura, razão pela qual avançou com o despedimento por extinção do posto de trabalho de uma trabalhadora.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) considera que «esta justificação não corresponde à realidade»– o posto de trabalho em causa «não só não será extinto, como apresenta actualmente falta de trabalhadores». Acresce o facto de esta trabalhadora não «desempenhar funções exclusivamente nesse horário, mas também no período da tarde».
A configuração e a actividade deste posto de abastecimento obriga, de forma permanente, à presença de «duas pessoas por turno, uma para a caixa e outra para a cafetaria», sendo também indispensável este número de trabalhadores para garantir o «cumprimento das pausas legais que actualmente não estão a ser respeitadas». É neste contexto, considera o sindicato, que surge este despedimento «ilegal» – a exigência, por parte dos trabalhadores, do «cumprimento das normas laborais, nomeadamente o direito à pausa para refeição, que não tem sido assegurado», terá provocado esta retaliação da Moeve.
O CESP vai realizar uma ação de denúncia no próximo dia 24 de Abril, às 15h, em frente ao posto de combustível Moeve no Parque da Cidade, «com o objetivo de tornar público este caso e defender os direitos dos trabalhadores». O sindicato apela ainda à «solidariedade e participação de todos nesta acção» contra um despedimento que o sindicato considera «ilegal».
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