A expressiva votação obtida por António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, realizada neste domingo, acolhe também um voto de recusa de André Ventura e do seu projecto reaccionário e antidemocrático, expressando a convicção do eleitorado de que, com a eleição do líder do Chega, tudo aquilo que está mal acabaria por ficar pior.
O novo Presidente da República, no discurso de consagração, para além de sublinhar que a sua eleição representa a vitória de Portugal e da democracia, afirmou que será «exigente com as soluções e com os resultados» e que, no exercício do cargo, «os interesses ficam à porta» do Palácio de Belém, porque vê a transparência e a ética como «inegociáveis».
António José Seguro reafirmou ainda a sua lealdade à Constituição da República, sabendo-se que ao Presidente se exige que seja fiel ao juramento de cumprir e fazer cumprir a a Lei Fundamental do País.
Alguns dos concelhos mais atingidos pelas intempéries (Alcácer do Sal, Golegã e Arruda dos Vinhos) ficaram sem condições para realizar o acto eleitoral, pelo que deverão ir a votos no próximo domingo, dia 15. Porém, qualquer que venha a ser o resultado destas votações, o mesmo não alterará a decisão, tomada pela esmagadora maioria dos eleitores,de eleger António José Seguro para a Presidência da República.
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