António José Seguro (31%) e André Ventura (23%) vão disputar a segunda volta de umas eleições presidenciais, onde o candidato apoiado pela AD e os que se lhe colaram, escrevendo cartas ao primeiro-ministro ou invocando Sá Carneiro, ficaram pelo caminho.
Na realidade, a AD e Luís Montenegro mostraram ser más companhias para alguns candidatos, nomeadamente, através das desgraçadas políticas do Governo, em particular nas áreas da saúde e do trabalho, com o pacote laboral.
Entretanto, não deixa de ser significativo que Luís Montenegro tenha anunciado que não dará indicação de voto para a segunda volta, tal como Marques Mendes (11%) e Cotrim de Figueiredo (16%), ao contrário dos candidatos à esquerda, Catarina Martins (2%) e Jorge Pinto (1%) – este atrás de Manuel João Vieira –, que apelaram ao voto em Seguro.
Por seu lado, António Filipe (2%) e o PCP também encaminham os seus votos para Seguro, com o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, a sublinhar que, face às candidaturas em presença, impõe-se impedir a eleição de um Presidente da República que «assume uma agenda ditada por critérios e concepções reaccionárias, retrógradas e anti-democráticas», o que coloca a exigência de um «voto contra a candidatura reaccionária de André Ventura que conduz ao voto no candidato António José Seguro».
Quanto a Gouveia e Melo (12%), reservou para mais tarde uma decisão sobre a segunda volta volta, para além de anunciar a continuidade da sua participação cívica, seja lá o que isso for.
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