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MUSP exige reintegração dos CTT na esfera pública

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) exige que o Governo trave o «caminho de degradação que está a ser seguido no serviço postal» e retome o controlo público dos CTT.  

O MUSP do Porto lançou o abaixo-assinado contra o encerramento do posto dos CTT da Areosa no passado dia 9
Desde 2009 foram encerradas 356 estações e postos de correioCréditosJosé Coelho / Agência Lusa

O MUSP denuncia em comunicado que o Governo do PS «fala sobre o desenvolvimento do Interior, mas assiste impávido e sereno à destruição do serviço postal e ao abandono das populações», e aproveita para recordar a votação realizada em Fevereiro na Assembleia da República, onde o PS e a direita chumbaram a renacionalização dos CTT.  

Os utentes insistem que cabe ao Executivo travar o «caminho de degradação que está a ser seguido no serviço postal» e retomar o controlo público da empresa, «garantindo o seu papel como alavanca de desenvolvimento». 

Neste sentido, reivindicam que se estabeleça um plano de admissão dos trabalhadores em falta e de reabertura dos serviços que foram encerrados desde a privatização.  

«As populações do Interior e das áreas metropolitanas, as empresas, as autarquias, as organizações dos trabalhadores dos correios e as comissões de utentes reconhecem que a privatização dos CTT foi um erro, que hoje lesa as populações e a economia nacional», lê-se no documento. 

Desde 2009, foram encerradas 356 estações e postos de correio, e 107 centros de distribuição postal. O número de concelhos sem CTT, que era de 33 no final de 2018, pode subir para 48, deixando assim mais de 411 mil habitantes sem uma estação de correios. 

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