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Utentes exigem controlo público dos CTT

Face ao cada vez maior número de concelhos sem estação de correios, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos voltou a defender a urgente recuperação do controlo e da gestão pública sobre os CTT.

O MUSP do Porto lançou o abaixo-assinado contra o encerramento do posto dos CTT da Areosa no passado dia 9
Fecho das estações e lojas CTT tem provocado fortes protestos da populaçãoCréditosJosé Coelho / Agência LUSA

Em comunicado, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) realça que actualmente existem 33 concelhos pelo País sem uma estação de correios aberta à população. Um número ao qual «a administração dos CTT pretende acrescentar outros 15, passando a 48 Municípios».

Caracterizando a actual situação do serviço postal como «vergolhosa», o MUSP salienta que, com a privatização da empresa pelo governo do PSD e CDS-PP, a população passou de «uma entrega diária ou trissemanal nos grandes centros urbanos» para outra «trimensal ou quinzenal».

«As populações do interior e das áreas metropolitanas, as empresas, as autarquias, as organizações representativas dos trabalhadores dos correios e as comissões de utentes, todos reconhecem que a privatização dos CTT foi um erro e que hoje lesa as populações e a economia nacional», reitera a organização.

Além disso, o MUSP afirma que a passagem do serviço postal para as chamadas lojas, que «tanto podem estar numa papelaria, num outro estabelecimento comercial, ou numa Junta de Freguesia», apenas serve os interesses dos novos donos da empresa, invés do interesse público.

No documento, perante a cada vez maior e degradação e «fazendo eco das variadíssimas intervenções das Comissões de Utentes nos últimos meses», o MUSP defende assim «a recuperação do controlo e da gestão pública sobre os CTT e a garantia da reposição dos níveis de qualidade do serviço postal em todo o País».

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