Em Lisboa, com início na Cidade Universitária, o protesto seguiu minutos depois das 15 horas em direcção à Embaixada dos Estados Unidos da América, terminando em Sete Rios, cerca das 16h30. No Porto, pela mesma hora, também milhares de manifestantes partiram da Batalha e marcharam pelas ruas da Invicta até à Trindade.
Em ambas as cidades, no entanto, o apelo era comum: «Paz sim, guerra não». As palavras de ordem dominantes entoadas pelos participantes nas manifestações, transportavam a esperança contrastante com as condições climatéricas que não demoveram os milhares que partilhavam o desejo pela paz e gritavam em uníssono «com mais armas só andamos para trás».
A par dos muitos lenços palestinianos (keffiyeh) enrolados ao pescoço ou a cobrir as cabeças, leia-se nos cartazes de alguns manifestantes e nas faixas das organizações participantes apelos ao desarmamento, à independência da Palestina e ao fim da ingerência na Venezuela e do bloqueio a Cuba, entre outros.
Sob o mote «Paz, Soberania e Solidariedade! Fim às ameaças e às agressões dos EUA!», as acções visavam igualmente contestar o alinhamento do Governo português «com a confrontação, o militarismo e a guerra», segundo os organizadores.
Esta, de resto, tem sido uma luta contínua por parte do Conselho Português para a Paz e Cooperação que, juntamente a outras organizações, têm sido a vanguarda da luta pacifista em Portugal.
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