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Militares querem mudanças na Acção Social

As associações profissionais de militares exigem uma mudança na «forma de governação do IASFA» e querem, sobre esta matéria, que se cumpra a Lei das Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar.

CréditosFonte: Marinha Portuguesa (Facebook)

No comunicado divulgado esta segunda-feira, as associações profissionais de militares (APM) dão conta de uma reunião realizada, a seu pedido, com o presidente do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), face ao «elevado número de questões, interrogações e queixas» que receberam dos seus associados e também devido ao facto de, desde 30 de janeiro, não se terem realizados reuniões do Conselho Consultivo do IASFA, onde as APM e a ASMIR (Associação dos Militares na Reserva e na Reforma) têm assento.

Na referida reunião, as APM transmitiram ao presidente do IASFA as suas principais preocupações, nomeadamente os atrasos nos ressarcimentos das despesas com a saúde, os problemas com a degradação do parque habitacional do IASFA e os «exponenciais aumentos nas casas em regime económico», e a «inépcia no apoio e assistência aos militares acidentados em serviço». Foram ainda abordadas na reunião questões como o parecer do Tribunal de Contas, que considera ilegal o desconto de 14 vezes/ano para a Assistência na Doença aos Militares (ADM) e a necessidade de «separar o que é ADM do que é Ação Social Complementar».

Segundo o comunicado, o Presidente do IASFA, para além de concordar coma necessidade de convocar o Conselho Consultivo da instituição, manifestou a intenção de analisar todas as questões, procurando a sua resolução e também para esclarecimento dos beneficiários sobre o motivo dos problemas.

Entretanto, a ANS (Associação Nacional de Sargentos), a AOFA (Associação de Oficiais das Forças Armadas) e a AP (Associação de Praças) consideram necessária uma mudança  na «forma de governação do IASFA» e, nesse sentido, «vão continuar a pugnar para que se cumpram os desígnios previstos na Lei das Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar nesta matéria, assim como noutras, cientes de que, mais do que reuniões e palavras de alento ou de apaziguamento, só as ações determinadas fazem a mudança».

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