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Marcha do Orgulho LGBTI+ volta às ruas de Lisboa

Apesar de não ter desfilado durante dois anos, o colectivo da Marcha manteve-se activo durante este tempo, como grupo de apoio para responder à pandemia e prestou acompanhamento a centenas de casos.

Uma marcha que pretende ser de alegria e luta, segundo os seus organizadores.
Uma marcha que pretende ser de alegria e luta, segundo os seus organizadores.Créditos / Lusa

A 23ª edição edição da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa (MOL) irá novamente desfilar pelas ruas da capital, no dia 18 de Junho a partir das 17h, no Príncipe Real.

A marcha retomará o seu percurso histórico do Príncipe Real até à Ribeira das Naus, onde decorre a Festa da Diversidade.

A comissão organizadora da Marcha, composta por mais de duas dezenas de colectivos, lembra que o evento é a «celebração das conquista alcançadas, mas também alerta para aquelas que ainda precisam de o ser».

A Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa será verde, segundo os seus organizadores, como forma de mostrar «que as questões climáticas afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis». Nesse sentido, não vão participar na Marcha veículos motorizados, sejam movidos a combustível fóssil ou a electricidade e é pedido aos participantes que evitem transportar materiais de plástico não reutilizáveis.

O manifesto oficial da Comissão Organizadora reivindica direitos não apenas para a comunidade LGBTI+, mas tem «preocupações sociais e políticas que abrangem todas as pessoas. Desde os refugiados e migrantes com enfoque no racismo estrutural, a retrocessos sociais e políticos» existentes.

A comissão organizadora da Marcha sublinha «a destruição acelerada de políticas sociais e precarização e aumento do custo de vida», numa altura em que se vive uma pandemia e uma guerra na Europa.

No seu manifesto afirmam que é fundamental reafirmar o direito de toda a população a uma existência digna e celebrar em resistência as lutas de todas as pessoas.

«Reafirmamos o nosso direito à existência porque este sempre foi posto em causa. E hoje alinham-se novas e velhas forças reaccionárias, não só da extrema-direita, mas também as que procuram minar conquistas dos movimentos feministas e LGBTI+», finalizam os organizadores. 

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