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Lucros da Jerónimo Martins davam para aumento de 260 euros por mês para todos

A dona do Pingo Doce manteve os lucros, excluindo receitas excepcionais, no ano passado, comparativamente aos resultados de 2016, de 385 milhões de euros – e quer distribuir tudo em dividendos.

O Pingo Doce rende à Jerónimo Martins uma facturação anual de 3,5 mil milhões de euros
O Pingo Doce rende à Jerónimo Martins uma facturação anual de 3,5 mil milhões de eurosCréditosMário Cruz / Agência LUSA

O grupo Jerónimo Martins lucrou mais de 385 milhões de euros em 2017, sensivelmente o mesmo valor registado no ano anterior, se descontado a operação extraordinária de venda da subsidiária Monterroio, em 2016. Essa empresa foi transferida para a sociedade de direito holandês através da qual a família Soares dos Santos domina a Jerónimo Martins.

O valor era suficiente para aumentar em mais de 260 euros mensais os 104 203 trabalhadores que o grupo emprega em Portugal, na Polónia e na Colômbia.

A proposta do conselho de administração da Jerónimo Martins passa pela distribuição integral dos 385 milhões de euros em dividendos: a maior dos quais (56%) serão canalizados para a Holanda, onde a família Soares dos Santos vai recolher os lucros.

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