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Lucros mais altos de sempre não chegam para acabar com discriminações salariais

A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, alcançou os lucros mais elevados desde, pelo menos, 2000. O grupo encaixou 180 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.

O Pingo Doce rende à Jerónimo Martins uma facturação anual de 3,5 mil milhões de euros
O Pingo Doce rende à Jerónimo Martins uma facturação anual de 3,5 mil milhões de eurosCréditosMário Cruz / Agência LUSA

Os lucros da Jerónimo Martins subiram 3,9% face ao mesmo período de 2017 e atingiram ao ponto mais alto do século. O grupo encaixou 180 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, um valor que não era alcançado desde, pelo menos, 2000 – segundo a comunicação dos resultados divulgada ontem pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Recorde-se que o Pingo Doce preside à Associação Portuguessa de Empresas de Distribuição (APED), a estrutura patronal que tem insistido em manter em vigor a tabela salarial que discrimina os trabalhadores dos distritos fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, que auferem salários mais baixos.

A Jerónimo Martins distribui integralmente os seus lucros de 2017 em dividendos: 385 milhões de euros, o suficiente para aumentar em mais de 260 euros por mês cada um dos trabalhadores do grupo.

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