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Empresários contra aumentos brutais dos combustíveis

Micro, pequenos e médios empresários contestam o aumento dos combustíveis, reivindicam a redução da carga fiscal, o fim da especulação e o estabelecimento de preços máximos para a sua comercialização.

Posto de abastecimento de combustível (foto de arquivo)
Posto de abastecimento de combustível (foto de arquivo)CréditosMiguel A. Lopes / LUSA

A Confederação Portuguesa das Pequenas e Médias Empresas (CPPME), considera que os aumentos brutais dos combustíveis e da energia em 2021 e 2022, «deixam cada vez mais claro que os portugueses e as micro, pequenas e médias empresas estão irremediavelmente reféns da especulação oportunista das petrolíferas».

Em comunicado, a CPPME sublinha que estes aumentos «estão relacionados com a pressão especulativa e oportunista do mercado de gás e do petróleo» e chamam a atenção para o facto de «nenhum dos combustíveis que se encontram armazenados, em processamento ou em distribuição» ter sido produzido com «matérias-primas acima de 80-85 dólares, nem com combustíveis de origem russa», conforme afirmação recente do ministro dos Negócios Estrangeiros.

A CPPME, para além de afirmar que as micro, pequenas e médias empresas «estão a ser vítimas do aumento em catadupa de todos os seus custos» e não têm condições de os «renegociar ou repercutir nos preços dos seus produtos e serviços, contrariamente às grandes empresas e cadeias de distribuição», critica ainda as medidas do governo, considerando-as «meros paliativos». Nesse sentido, reivindica a revisão da política fiscal relativamente ao «valor dos impostos e dos impostos sobre impostos, que incidem nos combustíveis, começando por acabar com a dupla tributação e o adicional do ISP».

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