|Energia

É possível travar os preços da electricidade? Sim, reabrindo as centrais

A Fiequimetal defende que o Governo deve ponderar a retoma da produção de electricidade em Sines e no Pego para travar a escalada dos custos da energia, lembrando que Espanha adoptou medida semelhante. 

Créditos / Watts on

A Fiequimetal denunciou esta quinta-feira, numa conferência de imprensa, em Lisboa, que o encerramento das centrais termoeléctricas de Sines e do Pego (Abrantes) provocou «evidentes e graves prejuízos», mas não alcançou as vantagens anunciadas, designadamente em termos ambientais. 

A subida descontrolada dos preços, ameaçando os orçamentos dos trabalhadores e das suas famílias, mas também os de muitas empresas, é uma das consequências mais visíveis. Porém, impedir a subida do preço da electricidade e respeitar os interesses dos trabalhadores «é possível», e a Federação explica como.

«O Governo deve ponderar a retoma da produção de electricidade nas centrais de Sines e do Pego, para colocar um travão na escalada dos custos da energia», refere a Fiequimetal num comunicado, lembrando que, na vizinha Espanha, uma medida semelhante já foi adoptada em relação a duas unidades termoeléctricas.

«A retoma da produção em Sines e no Pego, até que existam alternativas sólidas àquelas instalações, permite reduzir preços, porque os custos do carvão são bem mais baixos que os do gás natural», salienta a Federação.

Entretanto, a estrutura sindical afirma que há multinacionais em Portugal que já estão a pressionar os trabalhadores para a alteração dos horários de trabalho, «concentrando a produção nos períodos com tarifários mais baixos». Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal, reage dizendo que «não se pode atirar para cima dos trabalhadores a resposta ao problema».

Tópico