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Comissão de Utentes em protesto contra as portagens na A24 e A25

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25 e A24 entregou esta terça-feira, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, uma acção popular contra o Governo, exigindo o fim da cobrança de portagens.

Acção contra as portagens da A24 e A25, em frente ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, 13 de Julho 2021 
Acção contra as portagens da A24 e A25, em frente ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, 13 de Julho 2021 Créditos

A acção popular é fundamentada por duas das mais importantes questões defendidas pela Comissão de Utentes há vários anos.

Por um lado, denuncia a inexistência de «vias alternativas à A25 e a A24 para as ligações regionais» e afirmam que «as estradas EN 2 e EN 16 são hoje ruas de várias localidades, nomeadamente Mangualde, Viseu, Lamego, Castro Daire, S. Pedro do Sul ou Oliveira de Frades». «Nalguns dos seus traçados está mesmo proibida a circulação de veículos de mercadorias», esclarece a Comissão de Utentes.

Outro aspecto que tem animado a contestação dos utentes da A25 e a A24, e que faz parte do documento apresentado ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, são as inúmeras limitações que da autoestrada que, defendem, serem suficientes para alteração a sua tipificação.

Um dos exemplos apresentados refere-se ao percurso Viseu-Aveiro no qual «42% não são permitidas as velocidades consagradas para as autoestradas. O mesmo acontece no percurso Vilar Formoso-Viseu onde as limitação existem em 38% do percurso. Na zona de Viseu há uma zona com limitação de velocidade para 80 km/h».

Embora tanto a A24 como a A25 tenham sido incluídas no processo que diminuiu o valor cobrado nas portagens (inferior àquele que foi aprovado na Assembleia da República) «não resolve o problema criado em 2010, pelo governo do PS, e concretizado em 2011, pelo governo PSD/CDS-PP», afirmam.

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