Em causa está a chamada reorganização das urgências hospitalares em Lisboa e Vale do Tejo, que dita o encerramento das urgências de obstetrícia no Hospital de Vila Franca de Xira (HVFX) e a sua centralização no Hospital Beatriz Ângelo (HBA), uma decisão criticada por utentes e profissionais de saúde (ver caixa lateral). Para a Comissão de Utentes do Hospital Beatriz Ângelo, a medida tomada pelo Governo é «inaceitável» e a solução passa pelo reforço de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
«Os utentes não aceitam perder o acesso a urgências no HVFX, nem que se concentre no HBA essa mesma resposta a um número de utentes muito para além da sua dimensão e capacidade, quando já hoje se conhecem significativas insuficiências», refere a comissão de utentes numa nota à imprensa. Com esta alteração, acrescenta, «são mais 5 concelhos (Arruda, Alenquer, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira) que passam a estar abrangidos nesta matéria pelo HBA».
Em convergência com as comissões de utentes do concelho de Vila Franca de Xira, os utentes da saúde do concelho de Loures, em particular os servidos pelo Beatriz Ângelo, associam-se às formas de luta em desenvolvimento pelo funcionamento pleno de todas as urgências e contra a falta de investimento do Governo, através da qual «o negócio da doença floresce».
A concentração à porta do Hospital de Vila Franca de Xira, este sábado, é também«em defesa do direito à saúde, do Serviço Nacional de Saúde e da dignidade das mulheres», defende o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), que se associa ao protesto.
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