«O nosso concelho assim o exige», justificou Sónia Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Benavente (CMB), ao anunciar, em reunião pública do executivo realizada na segunda-feira, o acordo firmado entre o PSD/CDS-PP e o Chega para a gestão da autarquia até ao final do mandato (em 2029). Frederico Antunes, vereador eleito pelo Chega, vai assumir os pelouros do «desenvolvimento económico, investimento e empreendedorismo, transição digital e inovação, ciência e tecnologia, habitação pública, mobilidade e transportes e bem-estar animal».
O Chega será também responsável, em conjunto com a presidente, pelo dossier do Novo Aeroporto Internacional Luís de Camões, a construir no concelho (entre a localidade de Samora Correia e Canha, no Montijo). O executivo do PSD/CDS-PP e Chega passa a ter maioria no executivo camarário (dois do PSD/CDS-PP e dois do Chega), contra dois vereadores da CDU e um do PS.
Com «responsabilidade e capacidade», a presidente da CMB referiu ainda que PSD/CDS-PP e o Chega assumem o compromisso de «juntos contribuirmos para uma governação estável e orientada para a execução de um programa de mudança, crescimento e desenvolvimento sufragada pelos municípes».
Em comunicado, a concelhia da CDU de Benavente acusa Sónia Ferreira de ter mentido aos seus eleitores quando afirmou «perentoriamente», antes das eleições, «que não faria alianças com o partido de extrema-direita após as eleições e que governaria sozinha, independentemente dos resultados obtidos». Embora os comunistas reconheçam que um acordo deste tipo não constitua «qualquer ilicitude», fica a descoberto «a conivência do PSD com o projecto reaccionário representado pelo partido Chega».
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