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Transparência nos equipamentos culturais. PCP pede debate na AML

Na sequência dos saneamentos no Museu do Aljube e no Teatro do Bairro Alto, o debate deve colocar em causa a política cultural e estratégica da actual EGEAC. Mais de 400 nomes da cultura já manifestaram contra os afastamentos.

Créditos / Assembleia Municipal de Lisboa

Um «saneamento político por pressão da extrema-direita», foi como Tiago Rodrigues, ex-director do Teatro Nacional, descreveu a não recondução do director artístico do Teatro do Bairro Alto, Francisco Frazão, e da directora do Museu do Aljube, Rita Rato. Estas decisões, ainda incompreendidas, «suscitaram legítimas questões quanto aos critérios, à transparência e à orientação da política cultural da Câmara Municipal de Lisboa», afirma o grupo municipal do PCP num comunicado.

Classificando os equipamentos culturais como ferramentas centrais para a democratização da cultura e preservação da memória, os comunistas requereram a realização do debate «EGEAC e equipamentos culturais municipais: Que política cultural para Lisboa?», na Assembleia Municipal. Esperam assim que a Câmara preste o esclarecimento dos critérios de avaliação que levaram a estes afastamentos, bem como um panorama mais amplo sobre a política cultural e a estratégia para os equipamentos culturais da cidade.

Carta Aberta

Com as mesmas dúvidas está um grupo de mais de 400 nomes ligados à Cultura que lançaram uma carta aberta direccionada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas. No texto, questionam o executivo, que sob pretexto de «acto administrativo», retira dois directores que excederam as «melhores expectativas», proporcionando «uma programação de excelência» reconhecida pela «comunidade artística, cultural, científica e educativa».

Os subscritores da carta exigem da Câmara a fundamentação que levou à não-recondução de dois profissionais escolhidos por recrutamento público e substituídos por outros nomeados directamente pelo Conselho de Administração da EGEAC. Pedem também, em carácter de urgência, uma «discussão e auscultação pública dos agentes culturais e associativos da cidade de Lisboa para a definição de uma Carta Municipal da Cultura».

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