|Setúbal

Neste dia, há 115 anos, operários conserveiros morreram a lutar por melhores salários

A União dos Sindicatos de Setúbal (USS/CGTP-IN) e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) realizam uma iniciativa esta tarde para lembrar os acontecimentos de 13 de Março de 1911. 

No Largo da Fonte Nova ergue-se uma estátua dedicada a Mariana Torres Créditos / Visit Setúbal

O assassinato dos jovens operários, António Mendes e Mariana Torres, pela recém-criada GNR, quando participavam numa manifestação de rua pelo aumento dos salários, será assinalado num acto público marcado para as 16h30 desta sexta-feira, no Largo da Fonte Nova, em Setúbal.

A República era ainda jovem quando, no final de Fevereiro de 1911, as operárias das fábricas de conservas da região de Setúbal iniciaram uma greve com o objectivo de passarem a ganhar 50 réis, independentemente de se tratar de trabalho diurno ou nocturno.

«Esta luta mobilizou cada vez mais sectores do operariado, culminando a 13 de Março, quando os patrões de duas conserveiras da cidade procuram contornar os efeitos da greve substituindo os trabalhadores ausentes», lembra uma nota da URAP.

Os confrontos entre as centenas de grevistas, concentrados na Avenida Luísa Todi, e os agentes da GNR que escoltavam os patrões, havia de culminar no assassinato de António Mendes e Mariana Torres. Em resposta, os trabalhadores da Região de Lisboa e do Alentejo convocaram para 20 de Março seguinte a primeira greve geral em Portugal. 

Na comunicação da iniciativa desta tarde, a USS/CGTP-IN afirma que, «lembrar a luta dos operários conserveiros é lembrar a actual luta pelo aumento de salários, pela redução do horário de trabalho e por melhores condições» laborais. 

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui