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Trabalhadores da Teleperformance na Corunha em luta contra o despedimento colectivo

No contexto de uma jornada de greve, os funcionários da Teleperformance na cidade galega concentraram-se, esta segunda-feira, frente a uma loja da Vodafone, para contestar o anúncio de despedimento.

Trabalhadores dos centros de contacto da Teleperformance na Corunha (Galiza) em luta contra o despedimento anunciado em Agosto deste ano 
Trabalhadores dos centros de contacto da Teleperformance na Corunha (Galiza) em luta contra o despedimento anunciado em Agosto deste ano Créditos / CIG

Os sindicatos que dinamizaram a mobilização alertam que o anúncio de despedimento, feito a 25 de Agosto último, vai «deixar na rua 38 famílias corunhesas».

Em seu entender, não só «não há ninguém a mais», como «a empresa tem capacidade para recolocar todo o pessoal». Por isso, refere a Confederação Intersindical Galega (CIG) no seu portal, vão lutar pela manutenção de todos os postos de trabalho.

O argumento para o despedimento, por parte da Teleperformance, foi a previsão da «diminuição de volumes em duas campanhas que gere: Vodafone e Netflix». No entanto, denunciam as estruturas sindicais, «a multinacional tem duplicado os seus lucros e anunciou recentemente uma OPA [oferta pública de aquisição] sobre o grupo Majorel».

Segundo referem os sindicatos, além dos trabalhadores na Corunha (operadores de telemarketing, na maioria dos casos), devem ser afectados, ao nível do Estado espanhol, 150 em Ponferrada (Castela e Leão), 110 em Sevilha (Andaluzia) e quatro em Madrid (Comunidade de Madrid).

A concentração junto a uma loja da Vodafone na Corunha inseriru-se numa jornada de greve de 24 horas / CIG

Entretanto, está a decorrer um processo de negociação, iniciado a 12 de Setembro e cuja conclusão está prevista para 3 de Outubro.

A «aposta» na deslocalização

As organizações sindicais lembram que o quadro de pessoal, que chegou a ter 900 trabalhadores na comarca corunhesa, conta actualmente com 515 pessoas, no Centro da Grela.

«Quase 400 pessoas que ficaram sem emprego na comarca, sem que as administrações – concelho, Xunta ou Estado – tomassem medidas para travar a deslocalização dos serviços de atendimento ao cliente», denunciam.

Em seu entender, as grandes multinacionais apostam na deslocalização, de modo a lucrarem ainda mais em países «com condições laborais e sociais precárias».

Acusando as multinacionais como a Teleperformance de aumentarem os lucros dos seus gestores, em vez de investirem na melhoria das condições de trabalho ou do serviço prestado à clientela, os sindicatos estabelecem como meta reverter o despedimento anunciado.

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