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Comunistas israelitas denunciam o grande «consenso» bélico do Governo e da oposição

«Israel não é apenas um instrumento do imperialismo americano global, é também um parceiro nos seus esforços para impor a hegemonia imperialista» no Médio Oriente e no mundo, alerta o Partido Comunista de Israel.

Pelas 9 horas da manhã (hora local) de dia 28 de Fevereiro, um ataque israelita a uma escola para raparigas em Minab, no Sul do Irão, assassinou pelo menos 156 crianças, ferindo mais de uma centena. Minab, Irão, 28 de Fevereiro de 2026 
Pelas 9 horas da manhã (hora local) de dia 28 de Fevereiro, um ataque israelita a uma escola para raparigas em Minab, no Sul do Irão, assassinou pelo menos 156 crianças, ferindo mais de uma centena. Minab, Irão, 28 de Fevereiro de 2026 Créditos

Num comunicado divulgado horas depois dos primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos da América contra o Irão, que causaram a morte de centenas de pessoas (entre as quais 153 crianças numa escola atingida por projéctil israelita, um massacre que a UNESCO designou como «uma grave violação do direito internacional humanitário»), o Partido Comunista de Israel (PCI) convocava todo o movimento pela paz na sociedade israelita a «erguer as suas vozes» contra a «agressão israelo-americana».

Aqueles que «verdadeiramente» ambicionam a paz não podem deixar de «exigir a remoção das tropas norte-americanas» de todo o território do Médio Oriente, assim como de «todas as armas nucleares». Os comunistas de Israel, que participam na coligação Hadash (maioritariamente árabe, com quatro deputados eleitos no Knesset), denunciam o seu próprio Estado como não só «um instrumento do imperialismo americano global, mas também um parceiro neste e nos seus esforços para impor a hegemonia imperialista americana sobre o mundo e os seus recursos naturais e económicos».

Esta sua prática imperialista e agressora é sustentada pelo grande «consenso» bélico do Governo e da grande maioria oposição israelita, apostados em submeter «todos os governos aos interesses políticos e económicos dos EUA. Isto inclui todas as partes do mundo – especialmente o Médio Oriente e a América Latina».

O PCI alerta ainda para a utilização do medo na sociedade israelita para acelerar «os massacres e crimes de limpeza étnica na Faixa de Gaza e na Cisjordânia», expandindo os ataques fascistas e o alargando a prevalência do racismo em Israel. Dois palestinianos foram assassinados por milícias israelitas na Cisjordânia, perto de Nablus, no dia 2 de Março.

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