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Ortega reafirmou compromisso com a erradicação da pobreza na Nicarágua

No discurso da tomada de posse, esta segunda-feira, Daniel Ortega reafirmou o compromisso com a erradicação da fome e da miséria no país centro-americano, bem como a continuidade da defesa da soberania.

O dia da tomada de posse ficou marcado pela festa em vários pontos do país; na imagem uma caravana na cidade de Chinandega 
O dia da tomada de posse ficou marcado pela festa em vários pontos do país; na imagem uma caravana na cidade de Chinandega Créditos / @Canal4Ni

Candidato da aliança liderada pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), Ortega venceu as eleições gerais celebradas no passado dia 7 de Novembro com mais de dois milhões de votos (75% dos votos escrutinados).

Na tomada de posse, que ontem teve lugar, em Manágua, o presidente apontou como meta do novo governo a recuperação dos indicadores económicos e sociais que o país da América Central tinha alcançado antes da tentativa de golpe de Estado de 2018.

Para esse efeito conta com o apoio da China, país com o qual a Nicarágua restabeleceu relações diplomáticas em Dezembro último e com o qual assinou, agora, quatro acordos de cooperação.

«A Revolução da China e a Revolução Sandinista têm um mesmo Norte, caminho e destino, que é a erradicação da pobreza», disse Ortega, citado pela Prensa Latina, perante mais de duas dezenas de comitivas internacionais.

O acto contou com a presença de três presidentes – Miguel Díaz-Canel, de Cuba, Nicolás Maduro, da Venezuela, e Juan Orlando Hernández (de saída), das Honduras – e com diferentes representantes de países como Belize, Bolívia, China, Índia, Irão, República Árabe Saarauí Democrática e Rússia, assim como da secretaria da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP).

Daniel Ortega com Nicolás Maduro e Miguel Díaz-Canel, na cerimónia de tomada de posse do primeiro / Danay Galleti Hernandez / Prensa Latina

Ortega, reeleito para o seu quarto período consecutivo de governação, afirmou que a construção da paz é a ferramenta indispensável ao desenvolvimento das infra-estruturas, da criação de emprego, do acesso a serviços básicos e a segurança.

Além disso, exigiu à administração norte-americana que respeite a sentença de 27 de Junho de 1986 do Tribunal Internacional de Justiça, de acordo com a qual os EUA devem indemnizar a Nicarágua pelo financiamento e a organização de actividades militares contra o governo e o povo do país centro-americano.

«Eles dizem que respeitam a lei, portanto o presidente Joe Biden tem a oportunidade neste momento de fazer uma viragem histórica e corajosa, indemnizando-nos; é um acto de justiça e não uma esmola», disse Ortega na Praça da Revolução da capital nicaraguense.

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