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Frente Sandinista vence eleições na Nicarágua com mais de 75% dos votos

Diversos dirigentes mundiais felicitaram Daniel Ortega pela reeleição como presidente do país centro-americano, ao mesmo tempo que repudiaram a campanha de deslegitimação alimentada por EUA e UE.

A FSLN venceu as eleições gerais com ampla maioria (imagem de arquivo)
A FSLN venceu as eleições gerais com ampla maioria (imagem de arquivo)Créditos / psmag.com

Com 97,74% do escrutínio realizado pelas Juntas Receptoras de Votos, a aliança da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) alcançou mais de dois milhões de votos (75,92%), e Daniel Ortega e Rosa Murillo foram reeleitos como presidente e vice-presidente da Nicarágua, respectivamente, segundo informou ontem à noite a presidente do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), Brenda Rocha.

Em segundo lugar, aparece o Partido Liberal Constitucionalista (PLC), com 14,15% dos votos, seguido do Camino Cristiano Nicaragüense (CCN), com 3,30%, da Alianza Liberal Nicaragüense (ALN), com 3,15%, da Alianza por la República (APRE), com 1,78%, e do Partido Liberal Independiente (PLI), com 1,70%, refere a TeleSur.

As eleições celebradas este domingo no país centro-americano, que serviam também para eleger os deputados à Assembleia Nacional e ao Parlamento Latino-Americano, tiveram uma participação superior a 65% dos cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais e foram seguidas por 232 observadores internacionais, provenientes de 27 países, e por 600 jornalistas acreditados durante o processo eleitoral, informou ainda o CSE.

Nicarágua, «pátria livre, soberana e independente»

Sobre esta vitória, a vice-presidente Rosario Murillo disse à comunicação social que simboliza «o respeito, o compromisso e a responsabilidade» com a continuidade de lutas e direitos sociais, significando que a Nicarágua é uma «pátria livre, soberana e independente».

Murillo agradeceu ainda o apoio e a solidariedade manifestados por Cuba, nomeadamente por Raúl Castro, pelo presidente do país, Miguel Díaz-Canel, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, e por vários outros governos, organismos e personalidades internacionais, como o ex-presidente boliviano Evo Morales, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os governos da Bolívia e do Irão, e a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA-TCP).

Por seu lado, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, considerou «inaceitável» e «condenou energicamente» as pressões da Casa Branca sobre Manágua, o não reconhecimento das eleições e o pedido a outros países para que façam o mesmo.

Entre os países cujos governos não reconhecem as eleições gerais na Nicarágua, alegando ausências de garantias para a sua realização, estão Espanha e a Costa Rica. A União Europeia (UE) também não reconhece legitimidade aos resultados.

Observadores internacionais repudiam campanha mediática contra as eleições

Já os observadores do processo eleitoral de dia 7, provenientes de 27 países, emitiram uma declaração de repúdio contra a campanha mediática lançada pela comunicação social internacional, a UE e os EUA contra as eleições na Nicarágua.

No documento, refere a Prensa Latina, os signatários afirmam que «não existem argumentos que possam sustentar tais falácias», nem tão-pouco a falta de respeito pela soberania do país centro-americano.

Destacam a existência de garantias democráticas para o exercício ao sufrágio e apresentam-se como testemunhas da tranquilidade e da normalidade do processo eleitoral, tendo percorrido vários locais de voto.

Referem-se ainda à elevada participação de cidadãos, sem incidentes e com o envolvimento de todas as organizações políticas, sublinhando a possibilidade de fiscalizarem o processo em total liberdade.

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