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Milhares contra cortes na Educação e pelo direito ao trabalho

Os cerca de 15 mil estudantes brasileiros, reunidos no 57.° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), manifestaram-se esta sexta-feira em Brasília contra as políticas neoliberais de Bolsonaro. 

Mais de 1,5 milhão nas ruas do Brasil contra os cortes na Educação pública e contra os retrocessos do governo de Bolsonaro. 15 de Maio de 2019, Rio de Janeiro, Brasil
Os estudantes brasileiros reivindicam «mais futuro»CréditosAntonio Lacerda / Agência Lusa

A manifestação até ao Congresso Nacional, na capital do Brasil, marcou mais uma vez a posição dos estudantes contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação pública, ao mesmo tempo que reivindicaram o direito ao emprego. 

Numa altura em que o desemprego atinge quase 14 milhões de pessoas, Marianna Dias, presidente da UNE, destaca a necessidade de mais trabalho e trabalho com direitos. «Não dá para que o governo de Bolsonaro mate o nosso futuro sem que a gente grite alto e bom som que nós queremos mais educação, que nós queremos mais futuro, que nós queremos mais trabalho e mais emprego digno para as pessoas», atestou a dirigente durante o protesto, citada pelo Brasil de Fato.

Além da UNE, participaram no protesto dirigentes de entidades como o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), figuras do mundo académico e representantes parlamentares, designadamente do PCdoB e do PT. 

Conhecidas pelas siglas 15M e 30M, as mobilizações realizadas nos dias 15 e 30 de Maio contra os cortes orçamentais na Educação foram destacadas em várias intervenções. Também Guilherme Bianco, dirigente da UNE, frisou a força do movimento estudantil, esperando que do congresso, que termina amanhã, resulte um calendário de lutas «para energizar a juventude de norte a sul do Brasil».

Ao longo da acção ouviram-se ainda protestos contra a política de privatizações de Jair Bolsonaro, designadamente contra a venda de refinarias da Petrobras. 

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