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Sector petrolífero em luta contra despedimentos e privatizações no Brasil

Em greve por tempo indeterminado desde dia 1, os operários protestam contra o despedimento de mais de mil trabalhadores, na sequência do encerramento de uma fábrica subsidiária da Petrobras no Paraná.

Os operários estão em greve contra o desmantelamento e a privatização da Petrobras e pela recuperação de mil postos de trabalho destruídos
Os operários estão em greve contra o desmantelamento e a privatização da Petrobras e pela recuperação de mil postos de trabalho destruídos Créditos / Brasil de Fato

Localizada em Araucária (Sul do Brasil), a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) é uma das mais importantes unidades do país nesta área de produção. Criada em 1982, foi privatizada pelo governo de Itamar Franco (nos anos 90) e novamente nacionalizada por Dilma Rousseff, em 2013, informa o portal Brasil de Fato.

Com o fechamento da fábrica, mais de mil trabalhadores perderam o posto de trabalho, algo que, denuncia a Federação Única de Petroleiros (FUP), viola o acordo colectivo de trabalho. Segundo a federação, os despedimentos em massa ocorreram sem que houvesse qualquer comunicação prévia ao sindicato.

Para lutar pela preservação dos postos de trabalho e denunciar os prejuízos causados – a trabalhadores e populações – pela política de privatizações da Petrobras, a paralisação, iniciada dia 1 deste mês, abrange mais de 18 mil operários em 12 estados do brasileiros, segundo revelou a entidade sindical.

No dia anterior ao início da greve, 31 de Janeiro, cinco dirigentes da FUP ocuparam uma sala no quarto andar do prédio da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.

Em declarações divulgadas ontem pelo Brasil de Fato, Tadeu Porto, um dos dirigentes sindicais participantes na ocupação, afirmou que o grupo só ia sair quando as reivindicações do sector fossem satisfeitas e criticou a política da Petrobras, por considerá-la alinhada ao capital estrangeiro em detrimento dos trabalhadores e da economia nacional, bem como a falta de diálogo da empresa.

«Sabemos que não é desejo da empresa negociar. Não quer que resistamos a esse desmantelamento. Sabemos que o plano de privatização da Petrobras é um dos maiores deste governo e não só, da agenda neoliberal do Brasil que deu um golpe de Estado muito provavelmente para tomar conta desse petróleo», denunciou.

Do lado de fora da sede da Petrobras foi montado um acampamento, que conta com o apoio de dezenas de sindicatos do sector, assim como de partidos e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), indicou ontem a mesma fonte.

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