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Instituições públicas da China têm papel destacado na erradicação da pobreza

Graças aos esforços dos últimos 40 anos, a China retirou da pobreza 700 milhões de pessoas, o que representa mais de 70% da redução da pobreza a nível global, destacou o representante chinês junto da ONU.

Qin Yongling mostra ovos de galinha recolhidos na sua quinta, na aldeia de Renyuan, localizada na Região Autónoma de Guangxi Zhuang (Sul da China), onde, nos últimos cinco anos, foram levados a cabo vários projectos com o objectivo de reduzir a pobreza
Qin Yongling mostra ovos de galinha recolhidos na sua quinta, na aldeia de Renyuan, localizada na Região Autónoma de Guangxi Zhuang (Sul da China), onde, nos últimos cinco anos, foram levados a cabo vários projectos com o objectivo de reduzir a pobreza CréditosCao Yiming / Xinhua

No contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que hoje se assinala, o representante permanente da China junto das Nações Unidas, Zhang Jun, afirmou que as instituições públicas do país asiático assumem um papel destacado nesse combate.

Zhang, que participou esta sexta-feira num seminário à distância (webinar) sobre o reforço do papel das instituições públicas com vista a alcançar a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável, sublinhou que, com o empenho do governo, a China colocou a eliminação da pobreza no centro da sua estratégia nacional.

«A população da China em situação de pobreza caiu de cerca de 99 milhões, em 2012, para 5,5 milhões, em 2019»

Zhang Jun

«A China mobilizou todos os seus sectores sociais e recursos na luta contra a pobreza», disse o funcionário, acrescentando que é prestada ajuda a províncias em dificuldades e que agências governamentais, empresas, organizações sociais e indíviduos «forjam sinergias para atingir o mesmo objectivo», informa a agência Xinhua.

No seminário, organizado pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, em colaboração com a Academia Chinesa de Governança, Zhang explicou algumas das medidas políticas adoptadas pelo seu país no que respeita à área em discussão.

Disse ainda que o governo central está a gastar mais, a cada ano que passa, na redução da pobreza – só este ano foram 21,8 mil milhões de dólares – e sublinhou «os grandes esforços que estão a ser realizados para melhorar as infra-estruturas rurais e os serviços públicos, como estradas, abastecimento de água e energia, comunicações, educação e cuidados de saúde».

«durante sete anos consecutivos, a China retirou da pobreza dez milhões de pessoas anualmente e, este ano, o país está a caminho de retirar da pobreza toda a sua população rural»

zhang jun

«Graças às reformas e à abertura nas últimas quatro décadas, a China retirou 700 milhões de pessoas da pobreza, o que representa mais de 70% da redução da pobreza a nível global», disse Zhang, citado pela Xinhua.

«A população da China em situação de pobreza caiu de cerca de 99 milhões, em 2012, para 5,5 milhões, em 2019», afirmou, frisando que, «durante sete anos consecutivos, a China retirou da pobreza dez milhões de pessoas anualmente» e que, «este ano, o país está a caminho de retirar da pobreza toda a sua população rural, sob os actuais critérios chineses», atingindo desta forma o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável relativo à redução de pobreza dez anos antes do previsto.

O representante da China junto das Nações Unidas disse ainda que, além dos esforços realizados a nível interno, a China está também a ajudar países em desenvolvimento, tendo-se referido a projectos de redução de pobreza, promovidos pelo seu país, que abrangem a Ásia, a África, a América Latina e a Europa.

«Estima-se que a Iniciativa Cinturão e Rota ajude a retirar da pobreza extrema 7,6 milhões de pessoas e mais 32 milhões da situação de pobreza moderada», defendeu Zhang Jun.

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