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Incêndio no armazém do CNE venezuelano foi «intencional»

O incêndio ocorrido a 7 de Março num armazém do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela foi uma acção terrorista que visou desestabilizar o sistema eleitoral, informou o ministro do Interior.

Investigações das autoridades evidenciam que o incêndio no armazém do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela foi «intencional» e uma «acção terrorista»
Investigações das autoridades evidenciam que o incêndio no armazém do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela foi «intencional» e uma «acção terrorista» Créditos / TeleSur

Na conferência de imprensa que ontem deu em Caracas, Néstor Reverol afirmou que na origem do fogo esteve uma acção intencional, visando destruir as estruturas de funcionamento do CNE e, assim, sabotar processos eleitorais que se avizinham no país sul-americano.

De acordo com os dados divulgados pelas autoridades, o incêndio provocou a destruição de mais de 550 computadores, 49 400 máquinas de votação e 49 300 sistemas de autentificação de impressões digitais do Registo Civil, entre outro equipamento.

O ministro do Interior precisou que, no decorrer das investigações levadas a efeito, foram identificados três pontos de ignição no perímetro das instalações sinistradas, localizadas no estado de Miranda (Grande Caracas), informa a Prensa Latina.

O carácter intencional ficou demonstrado ainda pela utilização de combustível para acelerar a propagação das chamas, tendo sido encontrados dois bidões de gasolina nas imediações do armazém, informou Reverol, que classificou os factos como uma «acção terrorista».

As investigações revelaram ainda que material plástico foi colocado ao lado do armazém, tendo-lhe sido deitada gasolina para cima, de modo a acelerar a propagação das chamas, disse ainda o ministro do Interior, que acusou «sectores adversos ao governo bolivariano» de terem planeado a acção – que coincidiu com o processo de revisão e substituição de peças e equipamento promovido pelo CNE com vista a garantir o bom funcionamento do sistema nas próximas eleições.

Reverol reafirmou a resistência do sistema eleitoral venezuelano, confirmou o apoio do governo à reestruturação dos espaços atingidos pelo fogo e anunciou a constituição de uma equipa multidisciplinar para prosseguir com a investigação do incêndio, que estará ao serviço do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais.

Este incêndio ocorre num ano em que são eleitos os novos deputados da Assembleia Nacional venezuelana e num contexto em que a extrema-direita, apoiada por Washington, ameaça gerar focos de violência e de desestabilização no país caribenho.

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