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Forças israelitas matam outro trabalhador do Crescente Vermelho palestiniano

O Crescente Vermelho da Palestina informou que um dos seus trabalhadores foi morto na sequência dos bombardeamentos israelitas à Faixa de Gaza, sob ataque há quase oito meses.

CréditosAli Jadallah / Anadolu

Issam Rawhi Muhammad, membro do pessoal do Hospital al-Quds, administrado pelo Crescente Vermelho, foi morto ontem à noite durante um ataque israelita à sua casa, no campo de refugiados de al-Bureij, na região central do enclave, revelou a organização.

Com esta morte, precisou o Crescente Vermelho palestiniano, sobe para 30 o número funcionários que perderam a vida desde a mais recente agressão israelita a Gaza, 17 dos quais foram mortos enquanto desempenhavam o seu dever humanitário.

Entretanto, a mesma organização revelou, já hoje, que o hospital de campanha al-Quds, na região de al-Mawasi, em Rafah, teve de ser evacuado para a região de al-Mawasi mais a norte, no distrito de Khan Younis.

Em comunicado, o Crescente Vermelho explica que a evacuação se verifica na sequência das ameaças ininterruptas por parte das forças israelitas, dos bombardeamentos e ataques de artilharia nas imediações.

Este hospital de campanha – uma das poucas unidades de saúde a funcionar na região de Rafah – estava localizado numa zona que as forças de ocupação designavam como «humanitária», mas que tem sido alvo de ataques repetidos nos últimos dias.

Ofensiva israelita em força contra Rafah

Ontem, mísseis israelitas voltaram a atingir a zona, onde se concentrava grande número de deslocados, provocando a morte a pelo menos 21 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças.

No espaço de 48 horas, indica a Wafa, as forças de ocupação mataram pelo menos 72 pessoas deslocadas, ao atingirem as tendas onde se encontravam refugiadas.

No domingo, um outro ataque das forças israelitas contra acampamentos de deslocados em Rafah matou pelo menos 45 pessoas e deixou feridas cerca de 250.

Os ataques israelitas à região mais meridional do enclave costeiro palestiniano ocorrem depois de, na sexta-feira, o Tribunal Internacional de Justiça ter ordenado o fim da ofensiva militar em Rafah.

No entanto, as forças israelitas estão cada vez mais no interior da província e, segundo revela a Al Jazeera, há palestinianos «presos», que querem escapar com as suas famílias e não conseguem. As pessoas que tentam fugir são abatidas, refere.

Entretanto, além de manifestações e outros protestos pelo mundo fora contra o genocídio em Gaza, sucedem-se as condenações a nível oficial-institucional, também em países ocidentais mais ou menos submetidos aos ditames da Casa Branca.

A social-democracia diz-se chocada, como nunca, perante a incapacidade notória de silenciar o massacre contínuo, num cenário que abrange mais de 36 mil mortos e mais de 81 mil feridos palestinianos só no enclave, e em que, mais fora do foco nestes dias, não faltam os ataques de colonos e os assaltos militares na Cisjordânia ocupada.

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